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Mostrando postagens de junho, 2003

Poema perfeito II

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Poemas são feitos de letras, que formam novas palavras e combinam outras usadas de forma nova e ousada (mas no fundo todas elas parecem ser plagiadas). Deve ser coisa da mente que anda sempre antenada ligada em qualquer som ou imagem que atente para uma nova canção ou uma nova mirada. Todo poema pretende conduzir a um pensamento ou sentimento presente na hora da inspiração. Poemas são sensações traduzidas pelas mãos. Deve ser por essa causa que poemas se repetem. Sentimentos não tem patente nem são marca registrada. Inspiração é de graça e se encontra em qualquer praça.

Poema perfeito I

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Cada poema ou poesia traz um sentimento oculto. Ora é um amor imperfeito, ora um desejo desnudo. Em cada frase rimada há uma mensagem cifrada uma tentativa simples de transmitir um recado. Um dia talvez aconteça de achar o poema perfeito com a chave de todos segredos. Nesse dia hei de parar de escrever e de rimar e já não terei mais anseios.

InSensatez

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"Escrevam menos! Qualidade é mais importante do que quantidade... Leio coisas demais, poemas demais, que não precisavam ser escritos. Me incomoda isso, como se a gente não tivesse coisas demais escritas pela história da humanidade. Eu não acredito que alguém possa escrever um poema por dia, e ainda assim cada um deles ser novo. Tem gente que escreve o mesmo poema centenas de vezes, mudando isso ou aquilo, outro título, outras palavras, mas mesmo assim é o mesmo poema. Como se cada vez que a pessoa se sentisse triste ela tivesse que escrever mais um poema triste, mesmo que ele nada acrescente aos outros, que fez antes. Ou, se um certo estilo dá certo, a pessoa fica repetindo o estilo. Estio enche!. Um poema tem que ser uma coisa única, inteira, própria. Uma coisa necessária. Senão é melhor não ser feito." Patricia Clemente Sensatez (Para Sofia) Se eu fosse sóbria e séria, se sensata, Do amor tomava um trago a cada dia, Com calma, em paz, em cálida alegria, Se eu...

Arco-íris

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Você entrou na minha vida feito um torpedo e explodiu o meu mundo num arco-íris de cores e sensações. Bagunçou meu coração de tal maneira que ainda hoje está cheio de ilusões. Você veio e partiu, sem deixar rastros visíveis; apenas marcas indeléveis, sentimentos indizíveis. Vou fazer uma faxina organizar a desordem transformar a estrutura de forma que fique mais forte. Transformar num caracol as cores da sua ausência me acender como um farol brilhando na noite intensa.

Nunca é muito tempo

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Nunca mais o sabor do beijo, nunca mais o calor do abraço, nunca mais sentir o cheiro, nunca mais riscar o traço. Nunca é tempo sem muita ponta (que bem podia ser faz-de-conta). Nunca é tempo que nunca acaba, nunca é tempo de dar virada. Jogo que é jogo nunca acaba e se joga sem fazer muita conta na conta do faz-de-conta no jogo que acaba em nada. Nunca mais o sabor do jogo, nunca mais o riso largado, nunca mais o carinho ligeiro, nunca mais o amor desgarrado.

Quase todo

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Eu te conheço tanto e no entanto não sei te interpretar. Sei quando está triste, percebo sua alegria, sei quando vai me ligar. Entendo seus temores, agüento seus estouros e o faço se acalmar. Pressinto a sua sede, sei da sua fome e como a aplacar. Mas uma coisa é difícil (e isso eu nunca admito). Por que é que não consigo compreender o seu gostar?

Inspiração

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Você é meu muso minha inspiração, homem sem compaixão. Me trata feito escrava e eu sigo feito parva seduzida pelo não. Você derruba a bandeia eu recolho a sujeira penso que vai mudar. Você me pede o sapato, eu levo e ainda dou um trato penso em te abandonar. Mas a paixão é madrasta e me deixa assim ligada em quem não quer me amar. Um dia dou conta de mim e saio por cima por fim e vou com outro amigar.

Mudança de Rumo

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De hoje em diante mudarei minhas rotas. Vou me desviar daquilo que me prejudica, me afastar do que me machuca. Quero apenas e tão somente, ser desvairada. De hoje em diante mudarei meus hábitos. Vou me arriscar mais, e sem escudo, deixar de proteger todos e tudo. Quero apenas e tão somente, ser desajuizada. De hoje em diante mudarei minha fala. Vou desaprender velhas palavras em uso e reinventar tudo em meu discurso. Quero apenas e tão somente ser renovada. De hoje em diante eu quero e eu decido. Que não pretendo mais ser ajudada, que não tenciono mais ser só cuidada. Quero apenas e tão somente, ser amada.

Eu e você

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Eu te dou um abraço e dentro dos meus braços te encerro como um ninho. Eu te beijo o pescoço, as costas, e mostro nos meus beijos todo meu carinho. Eu te aperto contra mim e te deixo entender que nunca está sozinho. Você mora no meu peito e esse fato me acalma me tranqüiliza a alma. Me ajeito entre seus dias, em seu sonho, em nossos filhos e só então eu me abandono.

Divagando

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E na impossibilidade surge a vontade o desejo premente do colocar em palavras aquilo que se sente. Sol A praia desmaia quando o sol tira a saia.

Mente explosiva

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Novo dia, tudo novo! O sol vai brilhar como sempre, o dia vai nascer como antes o café vai estimular minha mente o pão vai matar minha fome. Mas dentro de mim nada é igual. Sinto-me partida, fragmentada. Tento inutilmente me fazer de forte e vejo minha força se esvair feito fumaça. Tento desesperadamente deixar de sentir. Quando foi que deixei de viver o presente e passei a ansiar pelo futuro? Porque o que eu tinha deixou de ser suficiente? Perguntas não formuladas, ocultas pelo meu segredo. Não posso gritar, não consigo respirar. Vou desligar. Desligo o telefone, desligo a TV, desligo o relógio para não me acordar. Apago a luz. Desligo meu corpo e deixo minha mente explodir em todas as direções.

X

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Um dia, nega-se um beijo e deixa-se a boca machucada pelos dentes e pela contenção. Noutro dia é o sorriso que é contido e o peito aperta-se na tentativa vã de conter o sentimento. Numa outra vez são as palavras. Ricocheteiam por dentro sem razão, dilaceram o coração. Por fim não há mais nada a conter, o corpo rasgado por dentro, Nada mais a compartilhar, a emoção destruída a contento.

Velas da saudade

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Beijei o vento sentindo que beijava seus cabelos. Olhei o tempo e percebi que mudava, como mudaram meus sentidos. Senti na pele o arrepio da saudade guardada e me cobri com o manto do esquecimento. Aqueci meu coração com lembranças e adormeci ao som do murmúrio das águas se quebrando contra meus sonhos. Velejei para dentro do mar que éramos, juntos.

Promíscua

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Beijei tua boca cheia de sabores senti na língua o sabor de seus amores. Limpei cada ferida aberta que havia sequei cada arranhão bebendo o sangue seco costurei suas roupas, tirei seu sapato lavei seu pecado com meu carinho. Dia a dia te vi chegar coberta de hematomas cada manhã com um sabor diferente saindo a cada noite impertinente e me deixando só com meu silêncio. Naquela noite porém, foi diferente. Te vi chegar com o rosto rasgado o queixo dilacerado, a roupa em pedaços. Tirei a terra com meu último carinho arrumei os trapos com meu último abraço. Limpei seu rosto com as lágrimas do meu último cansaço.

Senzala

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Trampus in demasian beijus in faltum sentimentus sossobram.

Oriente

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Gilberto Gil 1971 Se oriente, rapaz Pela constelação do Cruzeiro do Sul Se oriente, rapaz Pela constatação de que a aranha Vive do que tece Vê se não se esquece Pela simples razão de que tudo merece Consideração Considere, rapaz A possibilidade de ir pro Japão Num cargueiro do Lloyd lavando o porão Pela curiosidade de ver Onde o sol se esconde Vê se compreende Pela simples razão de que tudo depende De determinação Determine, rapaz Onde vai ser seu curso de pós-graduação Se oriente, rapaz Pela rotação da Terra em torno do Sol Sorridente, rapaz Pela continuidade do sonho de Adão

Eu, sempre.

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Eu piso na bola, chateio, exijo, ligo, desligo, falo, reclamo deixo aflito quem eu amo. Eu deixo recados, escrevo um bocado faço mil poemas, ouço umas canções, e encho de esperança alguns corações. Eu sou complicada, enrolada, desligada, e sou muito insistente quando o assunto é gente. Eu sou assim mesmo, cheia de defeitos mas tenho uma qualidade que sobressai: é que eu sempre sei só amar demais.

Parodiando

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Te ver e poder de ter, é uma delícia, é coisa incrível. Te ter e poder querer. é bem provável, é admissível. Querer e saber te ter, é apaixonante, amor possível.

Torpedos

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Beijos são borboletas faceiras esvoaçando ligeiras pelos traços do seu rosto. Beijos são borboletas trancadas em revoada agitada, por dentro do meu corpo. Beijos são borbulhas esfuziantes qual estrelas brilhantes espalhadas pela face. Beijos são detonadores de gosto que fica exposto dentro do teu pensamento. Beijos são sorrisos largos mesmo quando são esparsos mesmo quando são por dentro. Beijos são torpedos ágeis que detonam a vontade e nos explodem no centro.

Luar

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Se a lua me agita, me incita me faz palpitar, sou luar. Nas noites quentes e escuras onde o clima inspira beijos, sou desejo. Nos dias frios e cinzentos quando um corpo pede outro, sou mar revolto. Nos dias negros e aflitos entre lamentos e gemidos, sou conflito. Se o sol morre e esconde a luz que me guia, sou saudade.

Fogo ardente

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Paixão é fogo que queima ardente. Amor é brasa incandescente.

Sentir

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Sentir seu cheiro e não poder absorver por inteiro. Sentir seu gosto e não poder degustar. Sentir sua energia e não poder me recarregar. Sentir sua fome e não poder aplacar. Sentir minha fome me comer por dentro. Sentir sua boca me fornecer sustento. Sentir o calafrio antes do amor presente. Sentir a água fria depois do banho quente. Sentir sua agonia de me ter ausente. Sentir sua falta e não poder estar. Sentir seu medo e não poder acalmar. Sentir meu medo e não saber resolver. Sentir minha falta e não conseguir me apresentar.

Sonhar o possível

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O domingo que é dia de massa com môlho que é feito às pressas e vinho tinto sem graça transforma-se feito fumaça quando o sonho leva a moça que sonha, pela janela. A segunda da faxina onde a casa se resigna a ser virada do avesso, transforma-se em pesadelo quando a moça sonha o sonho em que falta o jardineiro, a caseira e o copeiro. Na terça, quando se arejam mantas e cobertores travesseiros e colchões deita-se a moça na rede e sonha que não tem paredes nem teto, nem cama, nem nada e que portanto não precisa trabalhar feito uma desvairada. Na quarta, meio de tudo é dia de feijoada, de tutu e de laranja de farofa e couve fatiada, sonha a moça na sacada que o moço no carroção vem trazendo um garrafão de vinho da melhor safra em troca de seu feijão. Na quinta, dia de feira, de encher todas as fruteiras com cores, formas, sabores perfumes que dão desejos a moça sonha com cheiros com o perfume das flores que o rapaz lhe oferece sempre falando de amore...

Hoje é dia

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Hoje é dia de pedir namorado arriscar numa reza o pedido pro santo. Hoje é dia de acender uma vela fazer uma prece e tentar um quebranto. Santo Antonio é namoradeiro poeta e arteiro atende o pedido da moça solteira que pede faceira com prendas e rezas que arrume um marido.

De tudo fica um pouco

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Fica um gosto de saudade no canto da boca ao nos afastarmos de quem gostamos. Fica o sal do último beijo a umedecer os lábios, um aroma ao respirar mais fundo, buscando o ar que parece nunca ser suficiente. Mas se de tudo que perdemos sempre fica um pouco, porque será que me sinto tão esvaziada? Não consigo dormir. Me ponho a pensar nas pessoas de quem gosto muito. Como chamá-los? Amigos? Amores? Invento palavras para traduzir meu sentimento sem cair no senso comum. Invento formas de me traduzir para ser compreendida. Sou uma farsa, eu sei. Se me mostrar como me vejo, com meus medos, meu jeito estranho e diferente de amar, haverá quem me veja da mesma maneira? Cada olho enxerga de sob um ângulo diferente. O seu olho, vê de frente quando olha o meu. O meu olho vê de lado quando olha o seu. O meu olho, vê de frente quando beija o seu. Olho para a frente e tento me ver como sou vista. Explico para mim tudo aquilo que me engasga e fica preso na garganta. Não adianta. Eu sei me compree...

Quero que me carregue...

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Há um pedido importante que quero te fazer: que de hoje em diante me leve para sempre com você Quero estar nas suas mãos em todos os momentos seja nas horas alegres ou quando houver sofrimento. Quero poder partilhar de todas as suas conquistas mas também quero ajudar quando houverem desditas. É por isso que te peço (e fico até meio sem jeito) que me leve com você do lado esquerdo do peito.

Tudo eu faço

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Faço quase de tudo, limpo, lavo e passo, não perco o compasso, nem me confundo. Faço mais um pouco, planto, rego e podo, costuro e bordo, e não me incomodo. Mas a cada dia perco a alegria de cuidar da casa. Pois que ninguém lembra de elogiar nem de dizer, muito obrigado.

Quase tudo

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Você me desarma tira o meu fôlego com sua ternura. Você me derrete tira minha raiva com o seu sorriso. Você me transforma de tigreza em gata quando me acarinha e me deixa em fogo quando deixa a mostra todo seu desejo. Troco de caminho faço quase tudo pelo seu beijo.

Medo de amar

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Juro que não entendo quem tem medo de amar. Medo de sofrer, eu conheço; medo de apanhar, medo de perder, medo de machucar, medo de ficar sozinha, medo de nunca mais ver, medo de ficar maluca, medo de despertencer... Medo de amar, não conheço. O que me dá medo é o desamor, a falta de carinho, de cuidados, a falta de contato. Me apavora não saber se sou querida ou só uma companhia agradável. Dói a dúvida, machuca a incerteza. Amar não, amar só faz bem e eu pretendo viver todas as paixões que puder, enquanto souber me apaixonar porque o que tenho medo, muito medo, é de um dia não conseguir mais sentir. Meu grande medo, aquele que me assombra de noite, é o de perder a capacidade de me emocionar com as pequenas coisas, de me extasiar com as pessoas e de sentir o amor brotar por um nada, por um tudo e me tomar por inteiro, eternamente, enquanto dure.

Reconhecimento

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Reconheci-o quando percebi que era meu primeiro pensamento ao levantar e o último ao me deitar. Roubava minha atenção em horas impróprias. Enternecia-me o tempo todo, fazendo-me ver a vida como se renovada. Aconteceu para mim por algumas vezes, mas a última sempre pareceu ser a derradeira. Felizmente, minha capacidade é inesgotável e consigo encaixar dentro de mim vários amores, principalmente por meus filhos.

Formato pessoal

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Minhas costas em seu peito, sua coxa sobra a minha sua mão sobre meu seio. Assim, você me aninha. Essa figura estranha que formamos ao deitar é o jeito que encontramos de não nos deixar separar. Meu peito em suas costas, minha perna entre as suas minha mão sobre seu dorso minha pele junto à sua. Essa forma toda nossa da gente se enroscar me dá uma grande certeza de onde é meu lugar.

Máscara

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Se eu me faço forte mas me sinto frágil e me mostro inteira quando estou em cacos. Se eu escondo o choro num sorriso franco e absorvo o soro engolindo em seco. Pressinto que ainda tenho muita estrada nesta empreitada. Sinto que estou certa que ainda tenho chance de ser desvendada.

Marcas indeléveis

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Marcas deixadas no ato, como lembrança do fato, como sinais invisíveis. Esperança indizível de novamente viver momentos inesquecíveis. Marcas que ficam no rosto, como lembrança da vida, como sinais do passado. Esperança imprevisível de novamente ocorrer a alquimia interativa.

Matheus

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Nasceu Matheus para alegria nossa, para alegria dos pais, dos amigos teus e meus. De girino fez-se sapo, de embrião fez-se bebê. E desde o comecinho já o queríamos conhecer. Nasceu com impaciência com a carinha da herança e já cheio de lembranças em meio a carinho e festança. Chegou em dia bonito de sol e de girassol de conta e de faz-de-conta de canto de rouxinol. Nasceu o sobrinho Mateus Gordinho e rechonchudo chorão e cabeludo. O Matheus que é teu e meu.

Aprendizado

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Vou aprender, eu prometo. A esperar e ser menos apressada a querer ser menos mimada a pedir menos afagos. Vou aprender, eu preciso. Como se precisa de ar pra respirar como se precisa de rir pra viver como se precisa de dor pra chorar. Vou aprender, eu espero. A esperar menos de todos que eu adoro a querer menos de tudo que eu gosto a pedir menos da vida. Vou aprender porque eu quero. Esperar menos de tudo. Querer menos de todos. Pedir menos de mim.

Porque?

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Porque essa força, essa gana, essa vontade insana de abraçar e não mais largar? Porque esse beijo infinito, esse lábio sensível e aflito, essa boca a me tentar? Porque esse amor, esse mito esse sentimento sem sentido esse ardor que parece nunca acabar?

Um dia cheio

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Na manhã que nasce fria envolta em neblina e geada envio meus pensamentos pela cor da madrugada. No meio do meio dia andando sob o sol quente converso em telepatia com aqueles que me entendem. Na tarde que faz alarde e tinge o céu de mil cores traduzo meu sentimento num bouquet de algumas flores. Na noite que se aproxima cheia de sombras escuras conto todos meus segredos às minhas sombras ocultas. E no meio da meia noite, quando estou sozinha e plena eu mando meu amor inteiro àquele que me faz serena.

Campinas ao Vento

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J.F. Campinas ao vento Matas que se movem Estradas estacionárias Montanhas que correm Pássaros que não cantam Bichos estáticos Fumaça branca ao vento calores dissipados paixões desperdiçadas frios na espinha olhares ao horizonte esperança renovada.

Vazio

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Um dia de cada vez. É só o que eu preciso. Um dia de cada vez. É só o que eu agüento. Um dia de cada vez. É só o que eu suporto. Até o dia em que eu desista. De uma vez por todas.