Palafraseando (a quatro mãos)
Onde vão as palavras, depois de ditas
desditas, amores, paixões, dias comuns?
Comungam elas do destino de quem as diz ou escreve
escravos que somos delas, ou são apenas vãs?
Onde vão as palavras quando delas se precisa?
Em dias de desditas, dias incomuns,
se fazem de rogadas, tornando-se imprecisas
libertando-se do jugo da escravidão de quem as dita.
Onde vão os beijos, se dados,
cedem os lábios, a língua viva em boca aberta?
Acertam compassos de corações acelerados que param,
pairam mais tempo em nosso desejo que em nossos lábios?
Beijos roubados, ficam guardados na lembrança.
Retardam o tempo da esperança.
Permanecem pousados na inconsciência,
descompassando o coração que ora descansa.
Dedos calam os lábios que um dia amaram? (Sam)
Lábios provam os dedos que os calaram?(mics)
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